EUCARISTIA

A Eucaristia é o alimento. Ninguém vive sem se alimentar. Para viver, dependemos não só da comida, mas também do pão da fraternidade, do carinho, da justiça. Nessa experiência de repartir o pão de cada dia, seja o pão de trigo, seja o pão da dor ou da alegria, Deus está presente.

Celebrar a Eucaristia é também uma denúncia contra a falta de fraternidade que existe no mundo; porque na Eucaristia comemos do mesmo pão, quando na vida falta pão para tanta gente. Acreditamos e celebramos tudo isso na comunhão.
A Eucaristia é Deus mesmo se repartindo como pão, na doação de Jesus. A Eucaristia É o corpo de Cristo que alimenta plenamente nossa vida.
Alguns dentre tantos motivos que são apresentados pelos que recebem a Eucaristia são os seguintes:
– Não se acham dignos para receber este sacramento;
– Dizem não haver condições para se afastarem do pecado no mundo em que vivem;
– Não dispõem de tempo.
Todos estes motivos não são verdadeiros, pois Jesus é misericordioso para com todos os que a Ele querem se aliar:
– Jesus ao instituir a Eucaristia não fez discriminação entre dignos e indignos, Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos seus discípulos dizendo: “Tomai e comei, isto é o meu corpo”. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho dizendo: “Bebei dele todos, porque isto é o meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados”(cf. Mt 26,26-28).

 

 

Neste início do novo milênio devemos tomar consciência do grande Mistério Eucarístico, que é centro de toda a vida da igreja peregrina no tempo, porque é o mistério do amor, o mistério da presença de Jesus vivo entre nós há 2000 anos.

Na última Ceia, Jesus disse aos seus discípulos “Não fiqueis tristes, não vos deixarei órfãos”. E no momento de sua Ascensão: “Estarei convosco até a consagração dos séculos”. Portanto, dentre as diversas formas de presenças de Jesus em nosso meio, pela palavra, no próximo, temos a presença viva do senhor na Eucaristia. Nós não O vemos com os olhos da carne, não ouvimos sua voz com nossos sentidos. É o Dom misterioso de sua presença divina entre nós na Hóstia Consagrada, o Santíssimo Sacramento, o Pão do Céu. Não o vemos mas acreditamos em sua presença real: é o mistério da fé que o sacerdote proclama ao final de cada consagração, e nós em adoração respondemos, anunciando a sua Morte e Ressurreição e que esperamos sua VINDA FUTURA E DEFINITIVA. E quando o sacerdote ou ministro da Eucaristia, na comunhão nos apresenta a Hóstia Consagrada, dizendo “O CORPO DE CRISTO”, respondemos confessando a nossa fé: AMÉM.

É o grande mistério de amor do Deus Uno e Trino pela humanidade inteira, por isso, nós temos de nos maravilhar com a Eucaristia. Ela expressa vivamente para nós as palavras de São João: “Deus é amor. E esse amor Deus o manifestou enviando-nos seu Filho” (Jo, 4,8). Nós cristãos somos convocados neste novo Milênio para manifestar em nosso dia -a – dia, que acreditamos no amor de Deus e em sua presença em nosso meio especialmente na Eucaristia. E essa convocação nos veio do Ano Santo que vivenciamos, o ano do Grande Jubileu dos 2000 de nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo.

Realizou-se em Roma, de 16 a 25 de julho de 2000, o 47º Congresso Eucarístico Internacional – uma homenagem do mundo católico à Eucaristia, memorial da páscoa do Senhor, Dom de sua presença e amor por todos os homens, como já dissemos. E por ser amor todos os homens a Eucaristia não admite exclusões entre os amados. Quem ama Jesus vivo na Eucaristia deve amar cada irmão, quem comunga Cristo Jesus deve comungar também o irmão. Por isso, comunhão com Jesus exige reconciliação, amor, perdão, para com nossos companheiros de jornada rumo à Salvação. O Papa João Paulo II em sua Carta aos Bispos em 1980 disse: “Se é verdade que a vida cristã se exprime no máximo mandamento, ou seja, no amor de Deus e do próximo, esse amor tem sua fonte exatamente no Santíssimo Sacramento, que comumente é chamado Sacramento do Amor. Eucaristia significa caridade, e por isso a recorda, a torna presente e ao mesmo tempo a realiza”. Portanto, a Eucaristia exige de nós uma resposta de amor.

Há muitos anos realizou-se uma pesquisa em Paris, que revelou o ceticismo dos estudantes pagãos de Paris “Se os cristãos realmente acreditassem na presença de Jesus na Eucaristia, por amor dos homens, para a vida dos homens, as igrejas deveriam estar sempre repletas”. Portanto, nós cristãos, somos desafiados, questionados sobre a nossa fé, cobrados em nosso testemunho de expressão de vida de fé. Se somos seguidores de Jesus, se cremos em sua presença, viva e real na Eucaristia, se nossa fé é viva, nós estaremos presentes às Santas Missas, mais que para cumprir um preceito dominical, mas como expressão de amor e fé, participando também de Missas durante a semana, visitando nossos Sacrários, participando das Horas Santas, vivendo e assumindo a Eucaristia como compromisso, partilha, Pedrão e caridade em nossas vidas.

O amor que nasce da Eucaristia em nós deve se desenvolver, se aprofundar, se estender aos irmãos.A igreja faz a Eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja. Por isso, a Eucaristia exige de nós também uma resposta de amor. É a exigência de um caminhoneiro a seu colega católico: ” Tu sabes falar bonito da religião e do amor. Pareces até o padre vigário. Mas eu quero ver a fé, o teu amor, no asfalto”.

É preciso que então estejamos sempre juntos à Jesus Eucarístico, alimentados pela Eucaristia, para que apesar de indignos, quanto a nossa natureza, por seu amor e misericórdia Ele nos transforme e nos dê seu coração manso e humilde para podermos viver o Amor em nosso cotidiano, em nossos ambientes, nos “asfaltos”do mundo. Se vivermos longe de Jesus isso será impossível, pois só Ele nos pode fortalecer e transformar, nesta caminhada de construção de seu Reino até a Pátria definitiva e o grande encontro final.

Realizou-se no ano de 2001, o 14º Congresso Eucarístico Nacional, em Campinas, Estado de São Paulo, com Tema EUCARISTIA: FONTE DA MISSÃO E VIDA SOLIDÁRIA” que aponta para o grande desafio da Igreja no Brasil, por um lado, ser presença missionária e evangelizadora em uma sociedade marcada pelo descrédito do comunitário e pela perda dos valores que dão sentido à vida por outro lado, ser presença profética ante o descaso com a vida humana e com a vida da natureza, ambas abordadas sob a ótica do lucro, em detrimento da dignidade da pessoa humana, imagem de Deus, e Ada natureza, a casa comum e lugar da ceia de Deus com a humanidade e com todos os seres da Mãe Terra. E, o lema desse Congresso quer traduzir o sentido profundo da Eucaristia como oferta de Vida para todos os seres humanos, sem exceção : VENHAM PARA A CEIA DO SENHOR! . O Congresso já passou mas o convite continua a soar em nossos ouvidos.

Seria maravilhoso que todos os cristãos, deste Terceiro Milênio venham a afirmar como o fazia um convertido do século XX: “Tenho a sensação de voltar para casa, cada vez que entro numa igreja onde a lamparina arde do pé do labernáculo. Reconheço humildemente a presença de Deus, cuja misericórdia me manda como uma chuva de astros”.

Rogélia Fatima Cretuci Bittar

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