São Carlos Borromeu

São Carlos Borromeu

 

Conheça a sua História
São Carlos Borromeu nasceu em Arona, na Itália, em 02 de outubro de 1538, filho de pais piedosos e muito ricos. Com eles Carlos aprendeu o valor e poder da oração, aliados à prática da caridade, ao cumprimento do mandamento de amar a Deus e ao próximo. Era sobrinho do Papa Pio IV, e aos vinte e um anos sendo doutor em Direito Civil e Direito Canônico, mesmo como leigo, foi nomeado Secretário de Estado do Papa, recebendo o título de Cardeal, que nessa época não era restrito ao clero. Esta nomeação parecia ser sinal de Deus tecendo seus dias futuros, pois Carlos sentiu-se chamado à vida sacerdotal.

Sua vida espiritual não se esvaziou com o desenrolar da atividade pastoral; em toda a sua existência acompanhou-o um espírito de conversão evangélica que o configurava sempre mais a Cristo. Foi nomeado Cardeal Arcebispo de Milão, com responsabilidade sobre quinze dioceses.

Exerceu decisiva influência para a conclusão e aplicação do Concílio de Trento. Então, por especial nomeação do Papa, foi visitador apostólico a fim de introduzir as reformas desse Concílio, nas quinze dioceses sufragâneas de Milão e assim, realizou visitas pastorais em toda a sua vastíssima Diocese, que compreendia mais de mil paróquias, atingindo as localidades e igrejas mais afastadas e de difícil acesso. Realizou reuniões de sacerdotes, fundações de Seminários para a formação cultural e espiritual dos que se sentiam vocacionados ao sacerdócio, diretrizes litúrgicas para os ritos romano e ambrosiano, catequese em todos os níveis e também impulsionou a boa imprensa de sua época.

Percorreu muitas regiões da Suíça, contribuindo para a conservação da fé católica, seriamente ameaçada pelas doutrinas heréticas. Suas visitas pastorais eram precedidas ou acompanhadas por missões populares promovendo uma verdadeira renovação cristã entre o povo.

Durante as suas visitas pastorais, muitas vezes encontrava um clero e um povo não muito fervoroso. Para um bispo que sentia como Carlos, particular predileção pela Eucaristia, doía profundamente o coração ver seu Senhor crucificado novamente, e era o que mais magoava! Por isso, seus biógrafos se referem que o encontraram chorando mais de uma vez, por causa do desleixo desrespeitoso à pessoa de Jesus verdadeiramente presente na Eucaristia. Em uma carta escrita a uma amigo, Carlos conta: “Vi o Ssmo. Corpo de Jesus Cristo encerrado em vasos empoeirados, e abandonado por mais de seis meses em cibórios imundos. Tremi de pavor”. Assim naquele seu peregrinar incansável Carlos promovia a reforma das almas e dos templos, pois o cuidado dispensado à casa de Deus e seus objetos sagrados expressam o amor e a fé de uma comunidade. São Carlos, nas suas viagens, enfrentava os perigos, a chuva, a neve, o calor forte e parecia insensível a tudo isso, pois não se poupava. Mas compreendia que nem todos eram como ele movido de grande misericórdia, pois num gélido Natal, durante o qual Milão se encontrava toda coberta por um lençol de neve e gelo, Carlos lembrou-se dos velhinhos pobres do hospital dos anciãos, e então lhes enviou os capotes pesados e forrados de peles que ele possuía desde os seus primeiros dias em Roma, os quais, por penitência, recusava usar. Por esses exemplos, São Carlos nos ensina que assim como ele devemos amar Cristo, que está realmente presente na Eucaristia, da mesma forma devemos amá-Lo e servi-Lo em nossos irmãos, especialmente os mais necessitados e excluídos.

Lembramos que à sua atividade tenaz e corajosa de reforma, toda consagrada à causa da Igreja e à elevação moral dos costumes, São Carlos unia uma caridade extraordinária, fundando escolas gratuitas, quatro colégios para a juventude, abrigos para reabilitação moral e religiosa de moças de vida irregular. Esta vida de caridade se evidenciou, sobretudo nos anos difíceis em que a peste se alastrava por sua diocese, junto com a fome. São Carlos distribuiu de sua herança e dos rendimentos que lhe vinham dos bens de família a todos os desvalidos de Milão; até chegar ao ponto de não ter mais o que dar, pediu em pessoa esmolas para os pobres e abriu as fontes de auxílio das dioceses que estavam fechadas, construindo hospitais e lazaretos. Visitando os pobres doentes de quem ninguém se lembrava, constatando, ainda mais, a grande miséria em que o povo vivia, fundou um grande asilo para os pobres.

Vale dizer que os nobres e muitos membros do Clero fugiram de Milão temendo a peste que assolava a cidade e a região. Mas São Carlos, auxiliado por membros de sua família e outros católicos autênticos, cuidava dos infelizes tomados pela peste, num trabalho extenuante. Tratavam dos doentes, recolhiam e amparavam os órfãos e os velhos, dando-lhes apoio material e espiritual. São Carlos sem poupar a sua própria vida e saúde debruçava-se sobre aquele povo doente e sofredor cuidando de seus corpos e de suas almas, distribuindo incansavelmente o Santo Viático. Realizava Procissões de Penitência, levando uma corda ao pescoço e o crucifixo nas mãos. Fez erguer a Cruz nas ruas e ali celebrava Missas, jejuava e ainda encontrava forças para cuidar dos doentes até que a peste findasse.

No entanto, nem São Carlos ou qualquer familiar seu, foi contaminado pela peste. Todos saíram ilesos.

Celebrou muitas Missas em Ação de Graças a Deus, que ouvindo o clamor de seu povo, livrou Milão da peste horrenda. Testemunhou e ensinou assim, que devemos sempre confiar na Misericórdia Divina e que atendidos devemos louvá-Lo e bendizê-Lo, agradecendo Suas dádivas.

Tão intensa atividade nascia de um espírito de oração e austeridade que impressionava a todos os seus diocesanos, e ao clero da Igreja.

Assim, após uma vida dedicada amorosamente a Deus, à Igreja, ao seu rebanho, e aos mais pobres e doentes, no dia 03 de novembro de 1584, aos 46 anos de idade, tendo recebido os Santos Sacramentos, São Carlos faleceu.

Suas últimas palavras foram: “Eis, Senhor, eu venho, eu vou já”. Sua morte foi muito sentida pelo clero e pelo povo.

São Carlos Borromeu tendo nascido nobre, Conde de Arona, e muito rico, doou toda sua fortuna para servir os necessitados e excluídos de sua época, e testemunhou mais uma vez sua opção pela vida pobre e humilde, determinando no seu testamento as palavras que deveriam ser lidas em seu túmulo, pois queria evitar uma inscrição pomposa. São estas as palavras que se lêem na sua lápide: “Carlos, Cardeal com o título de Santa Praxedes, Arcebispo de Milão, que se recomenda à oração fervorosa do clero, do povo e do sexo feminino piedoso, em vida escolheu este túmulo para si.”

São Carlos Borromeu foi canonizado em 1610 pelo Papa Paulo V, e sua festa foi fixada para o dia 04 de Novembro.

ROGÉLIA FATIMA CRETUCI BITTAR
Coord. da Pastoral da Liturgia
Paróquia São Carlos Borromeu

Pároco Pe. Dr. João Carlos Orsi
Arquidiocese de Sorocaba – SP

Hino de São Carlos Borromeu

Ó São Carlos, a glória conquista,

pois renovas a vida da Igreja.

Vem nos dar, porque somos carlistas,

Teu amor e teu zelo! Assim Seja!

 

Foi Grandeza da virgem Maria,

Foi a grande lição de Jesus:

A humildade também, cada dia,

Seja a nossa ambição, força e luz!

 

Pai dos pobres, consagras a vida

Aos que sofrem na grande Milão.

Estar junto de gente oprimida

Há de ser nosso ideal, por que não?

 

Catequese de adulto e criança.

Foi teu sonho de pai e pastor:

Nós iremos semeando esperaça

Para ver muitos do amor!

 

ensinavas nos teus seminários

Como ser bom pastor e rezar.

A Deus vamos pedindo operários

A serviços do povo e do altar.

 

Pe. Lúcio Floro Graziosi / Ir. Míria T. Kolling

Festa de São Carlos Borromeu
FESTA DE SÃO CARLOS BORROMEU

A festa de São Carlos Borromeu (celebrada no dia 4 de novembro) nos convida fixar os olhos do nosso coração de pessoas de fé sobre a face de Cristo Jesus, como Bom Pastor. É esta apresentação que Jesus faz de si mesmo, no Evangelho de São João: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas”.
É esplêndida a face de Jesus, que reverbera a sua luz sobre a face de tantos pastores que Jesus quis e quer enriquecer a sua Igreja ao longo da história. Entre os pastores se nos impõe a excepcional figura de São Carlos Borromeu.
O esplendor de Jesus o bom pastor brilhou profundamente no coração de São Carlos e continuou a lançar raios de luz na sua múltipla, incansável e heróica atividade pastoral até a imolação – aos 46 anos – da própria vida pelas ovelhas que o Senhor lhe havia confiado.
São Carlos, na homilia proferida no dia 07 de dezembro de 1567, na solenidade de Santo Ambrósio, outro extraordinário bispo de Milão afirmava: “Esta é a lei da perfeição pastoral, que o pastor gaste até a própria vida, se for necessário, pela salvação da sua grei”. E a um capuchinho que se preocupava vendo o Arcebispo tão cansado (São Carlos morreu 7 semanas depois) lhe respondeu: “Para iluminar os outros uma vela deve se consumir”.
Em um momento histórico, aliás, excessivamente crítico, marcado pelo aparecimento e desenvolvimento do protestantismo, juntamente com a chamada do Espírito de Deus a uma renovação radical, o Santo bispo de Milão gastou todas as suas energias físicas e espirituais para que a reforma querida pelo Concílio de Trento se tornasse realidade concreta e viva na Igreja de Milão.
Cada dimensão do ministério episcopal de São Carlos – desde o governo da diocese, à vizinhança e solidariedade com o povo na realidade concreta de suas condições sociais, à extraordinária obra legislativa e ao excepcional empenho em favor da catequese com as Escolas de Doutrina Cristã, à celebração devota dos sacramentos – tem como marca típica a marca pastoral: Todas essas atividades de São Carlos é testemunho eloqüente da caridade de Jesus que ardia no seu coração, e dava sentido à sua existência quotidiana.
Esta caridade, este ardor, São Carlos hauria na prolongada contemplação do crucifixo, que se dá inteiramente por nós, e da eucaristia, como memorial da paixão e morte do Senhor Jesus na vida da Igreja para salvação do mundo.
Foi através da experiência da oração que São Carlos descobriu a dimensão do serviço e da entrega da sua vida.
São Carlos tem uma mensagem para nós, homens e mulheres de hoje. Foi um homem profundamente evangelizador, reformador e missionário, testemunhando com a sua vida, e irradiando com seu trabalho a esperança de que só no Evangelho encontramos a luz e o sentido para nossas vidas.
Mas para testemunhar e irradiar esta esperança evangélica é preciso nutri-la com a oração. Podemos dizer mais que a oração de São Carlos era uma oração que conduzia à escuta da Palavra de Deus, à leitura da Sagrada Escritura, especialmente do Evangelho.
Hoje São Carlos Borromeu nos deixa a seguinte mensagem: todos são convidados a ser missionários. Cada um de nós é convidado a ter mais ardor de servir a Deus nos irmãos. Cada um de nós é convidado a trilhar o caminho da santidade. Porque só assim seremos evangelizadores. Todo cristão, como lembra São Paulo deve tender para santidade: “Esta é a vontade de Deus a nossa santificação” (1 Tess. 4, 3).
Pe. João Carlos Orsi
(Reportagem Jornal Terceiro Milênio / Novembro 2007 / Ano 11 / nº109 / pág.5)

Tríduo preparatório e Oração da Festa em louvor a São Carlos Borromeu

ORAÇÃO DO PRIMEIRO DIA

São Carlos Borromeu, que soubestes escutar Deus e o chamado à vocação sacerdotal, alcançai-nos a graça de estarmos abertos e receptivos ao que Deus quer de nós.

Nosso querido padroeiro, que soubestes cuidar de vossa vida espiritual com esforço diário para alcançar a verdadeira conversão evangélica, ajudai a vossa amada Igreja para que o clero e os leigos procurem viver os valores autênticos da fé cristã e os defendam diante das perseguições e ataques da sociedade do nosso tempo. São Carlos, reformador da Igreja Católica, trabalhador incansável, impulsionado pelo amor a Deus e aos irmãos, fazei que também nós possamos viver o mandamento do amor, de tal forma que, pelo nosso exemplo, possamos incomodar os egoístas, perturbar os avarentos, desassossegar os omissos, pacificar os violentos, despertar o adormecido povo cristão para a aurora do amor autêntico, que só se sente feliz partilhando, dando de si e do que é seu, gratuitamente, sem esperar nada em troca. Ajudai-nos, São Carlos, a promover, como fizestes em Milão, uma verdadeira renovação cristã entre o nosso povo de Sorocaba. Amém.

 

ORAÇÃO DO SEGUNDO DIA

São Carlos Borromeu, nosso querido padroeiro, que nos deixastes o testemunho e exemplo do extremado amor por Jesus Eucarístico e que tanto sofrestes por vê-Lo desprezado e mal-amado pelos homens de seu tempo, especialmente pelos membros do clero, aos quais Jesus no Evangelho chamou de amigos e não de servos, fazei que esta Igreja que caminha neste Terceiro Milênio adore Jesus Sacramentado e deseje ardentemente recebe-Lo na Eucaristia. Que nós, sacerdotes e leigos, cuidemos dos templos e objetos sagrados com o carinho e zelo dos quais Jesus é digno e a Quem por mais se faça, ainda é pouco. Ajudai-nos, também, que a vosso exemplo, reconheçamos Jesus Vivo em nossos irmãos, especialmente nos que passam fome, nos desabrigados, nos doentes, e que levemos para eles não só o pão material, mas a nossa presença, para que, sentindo o calor de nosso amor, se aqueçam da frieza do desamor que muitas vezes paira em suas vidas. Amém.

 

ORAÇÃO DO TERCEIRO DIA

São Carlos Borromeu, nosso querido padroeiro, que nos deixastes o testemunho e exemplo de caridade extraordinária, fundando escolas gratuitas para crianças, colégios para a juventude, abrigos para reabilitar moças excluídas, hospitais, lazaretos, asilos para crianças pobres, órfãs e abandonadas, que dáveis pessoalmente esmolas aos pobres e doentes de quem ninguém se lembrava ou dos quais todos se enojavam; impulsionai-nos para vivermos esta mesma caridade, para que possamos de forma convertida e feliz partilhar do que temos e do que somos com nossos irmãos pobres e doentes, que não nos podem retribuir. Ajudai-nos na prática do amor gratuito. Inspirai-nos para que possamos orar mais e ter força de renunciar ao nosso egoísmo para podermos auxiliar os asilos, os orfanatos, os hospitais, as creches e as casas de apoio de nossa comunidade; para que possamos acolher o irmão pobre e doente, o excluído e carente, saciando-lhes a fome de pão e a fome de Deus. Amém.

 

ORAÇÃO DO DIA DA FESTA

São Carlos Borromeu, intercedei junto ao Pai para que nos conceda abrir a nossa mente e o nosso coração ao Espírito de Amor, e assim nos deixemos converter pela Palavra Libertadora.

Ajudai-nos, para que não negligenciemos a nossa vida espiritual, mas que, como vós, tenhamos vida de oração, buscando a Deus a cada dia com o coração sincero.

Alcançai-nos a graça particular que necessitamos… e especialmente a de experimentar a ternura e a bondade do Pai, mediante uma vida autêntica dedicada aos irmãos, sem mentiras e hipocrisias, fundamentada no Evangelho.

São Carlos Borromeu, auxiliai-nos para que, a vosso exemplo, não nos omitamos diante das exigências do nosso tempo, procurando, como vós, viver o amor de forma concreta, na doação dos bens materiais e dos dons espirituais, amparando e consolando os infelizes, sendo solidários com nossos irmãos, especialmente os mais necessitados. Amém.

Oração a São Carlos Borromeu

São Carlos Borromeu, intercedei junto ao Pai para que nos conceda abrir a nossa mente e o nosso coração ao Espírito de Amor, e assim nos deixemos converter pela Palavra Libertadora.

Ajudai-nos, para que não negligenciemos a nossa vida espiritual, mas que, como vós, tenhamos vida de oração, buscando a Deus a cada dia com o coração sincero.

Alcançai-nos a graça particular que necessitamos e especialmente a de experimentar a ternura e a bondade do Pai, mediante uma vida autêntica dedicada aos irmãos, sem mentiras e hipocrisias, fundamentada no Evangelho.

São Carlos Borromeu, auxiliai-nos para que, a vosso exemplo, não nos omitamos diante das exigências do nosso tempo, procurando, como vós, viver o amor de forma concreta, na doação dos bens materiais e dos dons espirituais, amparando e consolando os infelizes, sendo solidários com nossos irmãos, especialmente os mais necessitados. Amém.

Oração de São Carlos Borromeu ao Santo Anjo da Guarda

Meu bom Anjo da Guarda, não sei quando e de que modo irei morrer. É possível que eu seja levado de repente ou que, antes do meu último suspiro, eu me veja privado das minhas capacidades mentais. E há tantas coisas que eu quereria dizer a Deus, no limiar da Eternidade… Por isso hoje, com a plena liberdade da minha vontade, venho pedir, Anjo da minha guarda, que faleis por mim nesse temível momento. Direis, então, ao Senhor, meu bom Anjo da Guarda:

- Que quero morrer na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, no seio da qual morreram todos os santos, depois de Jesus Cristo, e fora da qual não há salvação.

- Que peço a graça de participar nos méritos infinitos do meu Redentor e que desejo morrer pousando meus lábios na Cruz que foi banhada com o Seu Sangue.

- Que aborreço e detesto os meus pecados que ofenderam a Jesus e que, por amor a Ele, perdoo os meus inimigos, como eu próprio desejo ser perdoado.

- Que aceito a minha morte como sendo da vontade de Deus e que, com toda a confiança, me entrego ao Seu amável e Sacratíssimo Coração, esperando em toda a sua misericórdia.

- Que, no meu inexprimível desejo de ir para o Céu, me disponho a sofrer tudo quanto a Sua soberana Justiça haja por bem infligir-me.

Não recuseis, ó Santo Anjo da minha guarda, ser o meu intérprete junto de Deus e expor diante d’Ele que estes são os meus sentimentos e a minha vontade. Amém.

Frases de São Carlos Borromeu

1-“A Igreja deseja ainda ardentemente fazer-nos compreender que o Cristo, assim como veio uma só vez a este mundo, revestido da nossa carne, também está disposto a vir de novo, a qualquer momento, para habitar espiritualmente em nossos corações com a profusão de suas graças, se não opusermos resistência”.

2-“Somos todos fracos, confesso, mas o Senhor Deus nos entregou meios com que, se quisermos, poderemos ser fortalecidos com facilidade”.

3-“Se administras os sacramentos, ó irmão, medita no que fazes; se celebras a missa, medita no que ofereces; se salmodias no coro, medita a quem e no que falas; se diriges as almas, medita no sangue que as lavou e, assim, tudo o que é vosso se faça na caridade (1Cor 16,14)”.

4-“Tua missão é pregar e ensinar? Estuda e entrega-te ao necessário para bem exerceres este encargo. Faze, primeiro, por pregar com a vida e o comportamento. Não aconteça que, vendo-te dizer uma coisa e fazer outra, zombem de tuas palavras, abanando a cabeça”.

5-“Exerces cura de almas? Não negligencies por isso o cuidado de ti mesmo, nem dês com tanta liberalidade aos outros que nada sobre para ti. Com efeito, é preciso te lembrares das almas que diriges, sem que isto te faça esquecer da tua”.

6-“O Pai enviou seu Filho único a fim de libertar-nos da tirania e do poder do demônio, convidar-nos para o céu, revelar-nos os mistérios do seu reino celeste, mostrar-nos a luz da verdade, ensinar-nos a honestidade dos costumes, comunicar-nos os germes das virtudes, enriquecer-nos com os tesouros da sua graça e, enfim, adotar-nos como seus filhos e herdeiros da vida eterna”.

7-“A vinda de Cristo não aproveitou apenas paraaqueles que viviam na época do Salvador, mas que a Sua força deveria ser comunicada igualmente a todos nós; contanto que, por meio da fé e dos sacramentos, queiramos acolher a graça que Ele nos concedeu e conduzir a vida segundo essa graça, obedecendo-Lhe”.

8- “Quanto mais o governo temporal se coordena com o espiritual e mais o favorece e promove, tanto mais concorre para a conservação do Estado. Pois que, enquanto o superior eclesiástico procura formar um bom cristão com a autoridade e os meios espirituais, segundo o seu fim, procura ao mesmo tempo e por necessária consequência formar um bom cidadão, como ele deve ser sob o governo político”.

9-“São estas as almas, para cuja salvação mandou Deus o Seu Único Filho Jesus Cristo… Indicou também, a cada um de nós Bispos, que somos chamados a participar na obra de salvação, o motivo mais sublime do nosso ministério”.

10- Jesus “ensinou que sobretudo o amor deve ser o mestre do nosso apostolado, o amor que’ Ele (Jesus) quer exprimir, por nosso meio, aos fiéis a nós confiados, com a frequente pregação, com a salutar administração dos sacramentos, com os exemplos de uma vida, santa, e com o zelo incessante”.

11-“O Rosário é a mais divina das devoções”.

(Do Blog Católico “Ide e Anunciai”)


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Catedral de Milão – São Carlos Borromeu

Saiba mais sobre a Cripta do Duomo de Milão

CRIPTA DE SÃO CARLOS BORROMEUNO DUOMO DE MILÃO

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CRIPTA DE SÃO CARLOS BORROMEU
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IDENTIFICAÇÃO DA CRIPTA

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O interior da cripta é sobriamente decorado com quatro esculturas sacras no alto de pilares em mármore, geometricamente separadas umas das outras. No centro ergue-se sobre duas bases de mármore,formando dois degraus um altar ricamente decorado e logo atrás outra construção em mármore escuro suporta o ataúde com armação em prata e vidro, divididos em cinco quadrantes frontais decorados em forma hexagonais. Na arte superior do ataúde outros cinco quadrantes inclinados com decorações ovais, forma a parte superior do ataúde. Dentro encontra-se o corpo “incorrupto” de São Carlos Borromeu.

 

 

Arte Tumular de São Carlos Borromeu

 

ARTE TUMULAR:

1415059573_st.-charles-borromeo-2O interior da cripta é sobriamente decorado com quatro esculturas sacras no alto de pilares em mármore, geometricamente separadas umas da outra. No centro ergue-se sobre duas bases de mármore,formando dois degraus um altar ricamente decorado e logo atrás outra construção em mármore escuro suporta o ataúde com armação em prata e vidro, divididos em cinco quadrantes frontais decorados em forma hexagonais. Na arte superior do ataúde outros cinco quadrantes inclinados com decorações ovais, forma a parte superior do ataúde. Dentro encontra-se o corpo “incorrupto” do santo.

HISTÓRIA DO CORPO INCORRUPTO

002Desde a sua morte em 1584, durante 20 anos e 4 meses, o corpo de S.Carlos Borromeu ficou num ataúde de chumbo e outro de madeira, enterrado num túmulo muito úmido, sob o pavimento da nave central da Catedral. Essa umidade natural havia sido aumentada com um fosso cheio de água, para evitar que o povo entrasse na cripta, dada a extraordinária riqueza em jóias, ouro e prata que pendiam nas paredes colocados pelos números fieis em agradecimento e veneração. No dia 6 de março de 1605, durante o processo de beatificação, no exame e identificação do corpo, feito por dois bispos delegados de Roma, verificaram que a umidade havia atacado os ataúdes e deveria ser restaurado. Quando abriram o ataúde encontraram o corpo incorrupto, isto é, estava preservado. Foi retirado e limpo e deixado durante um ano numa sala anexa à sacristia. Enquanto isso, o túmulo origina foi transformado por Richino numa extraordinária capela com detalhes artísticos. O corpo incorrupto foi colocado no atual sarcófago de prata ofertado pelo Rei Felipe IV da Espanha.

LOCAL: Cathedral of Milan ,Milan, Lombardia, Italy

Foto: BunnyBoler e Mademoisele

Descrição tumular: Helio Rubiales

Fonte: Oscar G. Quevedo

PERSONAGEM

004PERSONAGEM

São Carlos Borromeu (Arona, 2 de outubro de 1538 — Milão, 3 de novembro de 1584) foi um cardeal italiano, primeiro bispo a fundar seminários para a formação dos futuros padres; promoveu sínodos diocesanos; abundou os escritos catequéticos e conhecimento da doutrina católica.

Morreu aos 46 anos de idade.

BIOGRAFIA

Chamado a Roma pelo tio Papa, São Carlos mesmo antes de receber os Sacramentos da Ordem, aceitou a nomeação e responsabilidades de cardeal e arcebispo de Milão.

Era sobrinho do Papa Pio IV. Carlos recebeu ótima formação humana e cristã, de forma que estudou na Universidade de Pavia e destacou-se pela facilidade de administrar e tratar as pessoas.Chamado a Roma pelo tio Papa, São Carlos mesmo antes de receber os Sacramentos da Ordem, aceitou a nomeação e responsabilidades de Cardeal e Arcebispo de Milão, num tempo em que a Igreja abria-se para sua renovação interna. Bispo que tornou-se para a Igreja um modelo de pastor e caridade, já que se consumiu por inteiro pela guarda e salvação das almas. São Carlos, logo após ter auxiliado o Papa e tê-lo motivado para colocar em prática todo o inspirado conteúdo do Concílio de Trento (1545-1563), assumiu com todo o ardor a missão de obedecer as decisões do Concílio, o qual respondia as necessidades da Igreja daquela época, e também levar a todos os fiéis da diocese de Milão para o Cristo.

Determinado e foi o primeiro bispo a fundar seminários para a formação dos futuros padres; promoveu sínodos diocesanos; abundou os escritos catequéticos e conhecimento da doutrina católica; impulsionou a boa empresa e assistiu com seu zelo e apostolado santo toda a sua região além de ajudar na Evangelização de outras áreas da Europa, desta maneira deu sua vida a Deus gastando-se totalmente pelo bem dos outros e da Igreja. De uma nobre família italiana, foi feito cardeal e arcebispo de Milão por seu tio, o Papa Pio IV. Sentindo-se atraído pela vida contemplativa, pensou em renunciar à arquidiocese. Mas seu amigo o Venerável Dom Frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga, o dissuadiu dessa idéia, convencendo-o de que, naquele século em que o alto Clero tantas vezes dava mau exemplo, seria melhor que ele, altamente colocado na escala social e ademais sobrinho de um Papa, desse o bom exemplo de vida santa como arcebispo. Foi o que fez São Carlos Borromeu, modelo perfeito de pastor de almas zeloso, que aplicou em Milão as reformas ordenadas pelo Concílio de Trento.

Bento XVI a ele referindo-se afirmou: Sua figura destaca-se no século XVI como modelo de pastor exemplar pela caridade, doutrina, zelo apostólico e sobretudo, pela oração.

Dedicou-se por completo à Igreja ambrosiana: a visitou três vezes; convocou seis sínodos provinciais e onze diocesanos; fundou seminários para formar uma nova geração de sacerdotes; construiu hospitais e destinou as riquezas de família ao serviço dos pobres; defendeu os direitos da Igreja contra os poderosos; renovou a vida religiosa e instituiu uma nova Congregação de sacerdotes seculares, os Oblatos. (…) Seu lema consistia em uma só palavra: “Humilitas”. A humildade o impulsionou, como o Senhor Jesus, a renunciar a si mesmo para fazer-se servo de todos”.

Em 1559 São Carlos foi ferido por um assassino de nome Jerome DonatiFarima, um dos maiores inimigos das rigorosas reformas que Carlos implantou. No ano seguinte uma severa seca e fome e assolou a região e ele conseguiu com a ajuda de amigos em Milão alimentar 3.000 homens, mulheres e crianças por três meses. Em 1576 a praga assolou Milão e ele foi para a rua e pessoalmente cuidava das vitimas (os membros do governo oficial fugiram da cidade). Por quase um ano Carlos cuidou dos doentes e teve uma visão que a praga iria terminar, como realmente terminou.

Em 1580 ele ajudou os padres ingleses a votar as ilhas britânicas e em 1583 serviu com Núncio Apostólico na Suíça.

Ele é patrono dos Borromeos, uma Congregação de enfermeiros/rasna Dioceses de Lugano e Basel e ainda da Sociedade Borromeo, de várias livrarias públicas, seminários, escolas , e é o patrono oficial da Universidade de Salzburg.

Ele é invocado contra as pragas. Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como um cardeal.

MORTE

Ele morreu na noite de 3 para 4 de novembro de 1584 em Milão. Foi canonizado em 1610.

Fonte: pt.wikipedia.org

Formatação e pesquisa: HelioRubiales

FONTE: http://tumulosfamosos.blogspot.com.br/search/label/.Santo%20%27%20Carlos%20Borromeu#!/tcmbck

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